Recuperação de crédito: como reduzir a inadimplência?

A recuperação de crédito é o conjunto de práticas utilizadas pelas empresas para recuperar valores. Saiba como reduzir a inadimplência!

Recuperação de crédito: como reduzir a inadimplência?

As empresas costumam tratar a recuperação de crédito como última etapa da operação: o momento no qual o cliente já atrasou, a inadimplência já impactou o caixa e a empresa precisa reagir.

Mas, na prática, ela começa muito antes da gestão de crédito e cobrança, pois a inadimplência não é algo que “surge do nada”.

Ela é resultado direto de como o crédito foi concedido, monitorado e gerido pelo credor ao longo do tempo.

Não à toa, a inadimplência é um dos principais problemas enfrentados pelo varejo brasileiro.

De acordo com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), o total de consumidores com contas em atraso no Brasil (incluindo crédito pessoal) ficou próximo de 44% da população adulta, com mais de 73 milhões de negativados ao final de 2025.

Neste contexto, a recuperação de crédito passa a ser algo fundamental. Porém, as empresas que enxergam isso apenas como um processo de cobrança tendem a atuar de forma reativa, elevando custos operacionais, desgastando o relacionamento com o cliente e reduzindo margem.

Por outro lado, organizações que tratam o crédito como um produto financeiro estruturado entendem que recuperar é parte de uma estratégia maior.

Isso envolve concessão pautada em dados, acompanhamento ativo da carteira, canais digitais de negociação de dívidas e, sobretudo, uma estrutura financeira capaz de absorver risco de forma inteligente.

Consulte suas dívidas

Ops, CPF inválido.

Seja no crédito para Pessoas Físicas ou para Pessoas Jurídicas, reduzir a inadimplência exige visão sistêmica.

Afinal, não se trata apenas de aumentar a pressão na cobrança, mas sim, de alinhar tecnologia, modelagem de risco e eficiência financeira.

Neste artigo, exploramos como funciona a recuperação de crédito e como as empresas podem estruturar uma estratégia que alia inteligência na concessão, negociação digital eficiente e organização financeira da carteira, reduzindo inadimplência sem comprometer crescimento e relacionamento. Siga a leitura e confira!

O que é recuperação de crédito?

Primeiramente, antes de entrarmos nesses detalhes mais práticos, é importante que você saiba melhor o que é uma recuperação de crédito.

Basicamente, ela é o conjunto de estratégias, processos e ferramentas utilizadas por empresas para recuperar valores que deixaram de ser pagos no prazo acordado.

Esse processo ocorre quando um cliente, seja ele pessoa física ou jurídica, entra em atraso e passa a compor a carteira de inadimplentes da empresa.

Do ponto de vista do devedor, o principal objetivo dessa prática é regularizar e limpar o seu nome, permitindo que ele volte apoder acessar crédito e demais transações comerciais de forma segura e eficiente.

Já pelo lado do credor, a recuperação tem como intuito reaver os valores que deveriam fazer parte do seu fluxo de caixa, mas que não foram pagos corretamente.

Embora muitas vezes seja associada apenas à cobrança, a recuperação de crédito vai muito além do envio de notificações ou do contato por telefone.

Trata-se de uma etapa estruturada da gestão da carteira de crédito, que envolve análise de perfil de risco, definição de políticas de negociação, uso de canais digitais e acompanhamento contínuo dos resultados.

Na prática, esse processo busca manter o equilíbrio de dois pilares fundamentais:

  • Reduzir o impacto da inadimplência no fluxo de caixa e na margem financeira da empresa;
  • Preservar o relacionamento com o cliente, evitando rupturas definitivas.

Quando bem estruturada, a recuperação deixa de ser algo emergencial e passa a integrar toda a jornada de crédito, da concessão à eventual renegociação.

Com o avanço da tecnologia, esse processo também evoluiu. Hoje, as empresas usam dados próprios para segmentar clientes, plataformas digitais para facilitar acordos e estruturas financeiras que organizam o risco da carteira.

Assim, o foco passou a ser oferecer soluções inteligentes de regularização, como veremos adiante, nos próximos tópicos.

Como funciona a recuperação de crédito?

A recuperação de crédito funciona como um processo estruturado, que une identificação, abordagem e negociação com clientes que entraram em atraso.

Em vez de ser uma ação isolada, ela costuma ser organizada em algumas etapas, que combinam análise de dados, definição de estratégia e canais adequados de contato.

Monitoramento da carteira inadimplente

Esse processo tem início no mapeamento da carteira inadimplente. Ou seja, a empresa deve entender quais clientes estão em atraso, há quanto tempo estão inadimplentes, qual o valor devido e perfil de risco de cada um.

Ter essa segmentação é especialmente essencial por conta de dois fatores principais:

  • Evitar abordagens genéricas, que aumentam custo e reduzem eficiência;
  • Definir estratégias que sejam proporcionais à capacidade de pagamento de cada perfil.

Na sequência, entra a definição da régua de cobrança, usada para definir quando e como o cliente será contatado.

Isso inclui a definição de quais canais serão utilizados (telefone, e-mail, SMS) e quais propostas poderão ser oferecidas, como parcelamentos, descontos para pagamento à vista ou readequação de prazos. A personalização dessa etapa é crucial para aumentar a taxa de conversão.

Além disso, com o avanço da digitalização, a recuperação de crédito passou a incluir plataformas online de negociação, que possibilitam que o próprio cliente consulte suas dívidas e escolha a melhor forma de regularização.

Esse modelo reduz os atritos, diminui os custos operacionais e também amplia o alcance da empresa, que passa a ter um processo mais seguro e escalável.

Ademais, a gestão de crédito e cobrança também envolve o acompanhamento contínuo dos acordos que foram firmados.

Afinal, recuperar crédito não termina no momento em que a renegociação é assinada. Também é necessário monitorar o cumprimento dos novos prazos, analisar indicadores de performance e retroalimentar a política de crédito com os aprendizados da inadimplência.

Quando todo o ciclo é bem estruturado, a recuperação de crédito deixa de ser apenas uma reação ao atraso e passa a funcionar como parte estratégica da gestão financeira da empresa.

Quais são as formas de recuperação de crédito?

De forma geral, a recuperação de crédito pode ocorrer por duas vias principais: extrajudicial e judicial.

A escolha entre elas depende de qual é o perfil da dívida, do tempo de atraso, do valor envolvido e da estratégia financeira da empresa.

Abaixo, detalhamos melhor como funcionam cada uma dessas formas. Veja:

Recuperação de Crédito Extrajudicial 

Também conhecida como recuperação de crédito amigável, a forma extrajudicial é aquela realizada fora do Poder Judiciário, por meio de negociação direta entre credor e devedor.

Por meio dela, a empresa que concedeu crédito busca encontrar boas soluções de pagamento com os clientes inadimplentes.

A cobrança extrajudicial é a mais comum, e na maioria dos casos, costuma ser a mais eficiente em termos de custo, agilidade e preservação de relacionamento.

Nesse modelo, a empresa pode atuar com uma equipe interna de cobrança, parceiros especializados ou plataformas digitais de negociação. As estratégias podem incluir:

  • Envio de notificações;
  • Contatos multicanal;
  • Ofertas de parcelamento;
  • Descontos para pagamento à vista;
  • Reestruturação das condições originais da dívida.

O principal benefício da recuperação de crédito extrajudicial é a flexibilidade, pois o credor pode personalizar propostas de acordo com o perfil do cliente.

Além disso, ele pode testar diferentes tipos de abordagens, além de utilizar a tecnologia para escalar esse processo com mais segurança.

O custo operacional também tende a ser menor do que o de uma ação judicial, e o impacto na reputação da marca costuma ser mais controlado.

Por isso, as empresas que estruturam bem sua régua de cobrança e investem em canais digitais de negociação conseguem resolver grande parte da inadimplência ainda nessa fase, evitando a judicialização.

Recuperação de Crédito Judicial

Porém, quando o credor não obtém sucesso na recuperação extrajudicial, é necessário partir para outro caminho. É aí que entra a recuperação de crédito judicial.

Aqui, a cobrança é oficializada por meio de ação judicial, como execução, ação de cobrança judicial e da documentação disponível.

Neste cenário, a dívida apresenta as multas, custas processuais, honorários dos advogados, juros e eventuais correções monetárias.

Pelo lado do credor, o principal objetivo dessa recuperação é obter uma decisão favorável que obrigue o devedor a efetuar o pagamento.

Para isso, ele pode solicitar a penhora de bens ou ativos do devedor, além de bloqueio de valores que ele tenha a receber.

Embora possa ser necessária em determinadas situações, principalmente em dívidas de maior valor ou com indícios de má-fé, a via judicial tende a ser mais demorada, onerosa e imprevisível.

Além disso, esse tipo de recuperação de crédito também pode comprometer de forma definitiva o relacionamento comercial com o cliente.

Por isso, do ponto de vista estratégico, a judicialização costuma ser tratada como último recurso dentro da recuperação de crédito.

Empresas mais estruturadas buscam esgotar as possibilidades de negociação extrajudicial, apoiadas por dados, tecnologia e propostas viáveis, antes de recorrer ao Judiciário.

Inadimplência: por que a recuperação de crédito falha nas empresas?

Embora existam diferentes formas de recuperação de crédito, ainda é comum muitas empresas terem dificuldade para reduzir a inadimplência de maneira consistente.

E existe uma razão principal para isso: muitas organizações que concedem crédito acreditam que o problema da inadimplência está apenas no comportamento do cliente.

Todavia, na grande maioria dos casos, as falhas nesse processo começam dentro da própria estrutura da operação de crédito.

Afinal, quando o crédito não é tratado como um produto financeiro estruturado, a tendência é que a inadimplência cresça e a recuperação se torne menos eficiente.

Abaixo, listamos alguns dos principais motivos pelos quais a recuperação de crédito costuma falhar nas empresas. Veja:

Falhas na concessão de crédito

Em muitas situações, a inadimplência costuma nascer no momento em que ocorre a concessão de crédito, na aprovação.

Limites mal dimensionados, ausência de uma análise de risco adequada e políticas comerciais desconectadas da capacidade real de pagamento do cliente são fatores que aumentam de forma significativa a probabilidade de atraso.

Por isso, quando a empresa credora não estabelece critérios claros ou uma modelagem pautada em dados, ela pode até vender mais, mas estará comprometendo a qualidade da carteira.

A consequência disso acaba impactando toda a estratégia futura de recuperação de crédito realizada pela empresa.

Ausência de monitoramento da carteira

As empresas que analisam a inadimplência somente quando o atraso já está consolidado acabam perdendo tempo e dinheiro.

Neste sentido, indicadores como atrasos recorrentes, uso elevado de limite ou mudanças no padrão de pagamento acabam funcionando como alertas antecipados.

Sem esse acompanhamento contínuo, a empresa acaba atuando de maneira reativa, tornando a recuperação de crédito mais complexa e onerosa.

Estratégias de cobrança genéricas

Além disso, outro erro comum que as empresas cometem, é aplicar a mesma abordagem de recuperação de crédito para todos os perfis de cliente.

É fácil de compreender como isso ocorre, pois, a falta de segmentação reduz a taxa de conversão e aumenta os custos operacionais.

Uma recuperação eficiente exige régua de cobrança estruturada, canais adequados e propostas que sejam compatíveis com o perfil do devedor.

Eventuais pressões excessivas até podem gerar pagamentos pontuais, mas acabam comprometendo o relacionamento com o cliente.

Falta de visão financeira sobre a carteira

Por fim, a falta de visão financeira sobre a carteira de crédito e inadimplência também costuma ser um erro cometido pelas empresas que concedem crédito.

Ainda é normal muitas dessas empresas tratarem a inadimplência somente como problema operacional, e não como questão estratégica de capital e margem.

Sem analisar o impacto da carteira no fluxo de caixa, no custo de funding e na eficiência tributária, a recuperação de crédito perde sua dimensão financeira.

O resultado é simples: quando não há integração entre concessão, cobrança e estrutura financeira, o resultado é previsível: aumento de provisões, pressão sobre o caixa e redução de rentabilidade.

Concessão inteligente como base da recuperação de crédito

Não podemos falar em recuperação de crédito eficiente sem discutir a concessão, pois, do contrário, estaremos olhando apenas para o “efeito”, e ignorando a “causa”.

A qualidade da carteira nasce a partir do momento em que o crédito é aprovado, seja para pessoa física ou jurídica.

É ali que a empresa credora define o nível de risco que está disposta a assumir, assim como a previsibilidade de fluxo de caixa e o volume futuro de inadimplência.

Porém, aqui existe um erro muito comum: as empresas que tratam o crédito apenas como extensão comercial, e não como produto financeiro estruturado, até ampliam as vendas no curto prazo. Contudo, essa margem financeira acaba sendo comprometida no médio a longo prazo.

Por outro lado, organizações que estruturam a concessão com base em dados, tecnologia e governança conseguem reduzir significativamente a necessidade de ações corretivas de recuperação.

Nesse sentido, uma estratégia sólida de recuperação de crédito começa com quatro pilares fundamentais. São eles:

Modelagem de risco pautada em dados

A modelagem de risco funciona como uma espécie de “coração” para que uma concessão de crédito inteligente ocorra.

Ao invés de tomar decisões subjetivas ou por achismos, as empresas que olham para o crédito como estratégia financeira vão por outro caminho: utilização de dados.

Sejam eles históricos de pagamento, comportamento de compra, inovações financeiras ou demais variáveis externas. Todas essas informações ajudam a estimar a probabilidade de inadimplência.

Contudo, muitas empresas ainda desconhecem essa informação. Alguns estudos de mercado apontam que 23% das empresas não têm estratégia de gerenciamento de dados, enquanto apenas 19% o fazem de maneira integrada em toda a organização.

A Inteligência Artificial (IA) está possibilitando uma nova realidade data driven, onde o software não apenas armazena dados, mas também executa tarefas.

Neste sentido, modelos estatísticos e algoritmos preditivos permitem segmentar clientes por perfil de risco, ajustar limites de crédito e definir prazos que sejam compatíveis com a real capacidade de pagamento.

Afinal, quanto mais refinada for a análise de crédito, menor será a exposição desnecessária ao risco e maior será a qualidade da carteira.

Além disso, é importante pontuar, que a modelagem não deve ser estática, pois o comportamento do cliente muda, o cenário econômico se altera e o risco precisa ser recalibrado continuamente.

Essa retroalimentação entre motor de crédito, concessão e desempenho da carteira fortalece toda a estratégia de recuperação de crédito, pois reduz a entrada de novos inadimplentes estruturais.

Políticas de crédito dinâmicas

Entretanto, não basta apenas ter uma boa modelagem de risco. Também é preciso traduzi-la em políticas de crédito claras e flexíveis.

Uma política de crédito é o conjunto de diretrizes e critérios usados pelas empresas para liberar ou negar crédito, empréstimos ou financiamentos aos seus clientes.

Essa ferramenta é criada levando em conta as necessidades e objetivos do negócio. Assim, ela ajuda a estabelecer qual o limite do valor que será concedido, bem como o nível de risco que a empresa aceita trabalhar.

Quando uma política de crédito é bem estruturada, ela permite que todos os agentes envolvidos na operação de crédito estejam com as expectativas alinhadas.

Além disso, as políticas dinâmicas, e que utilizam modelos preditivos, também permitem que a empresa credora ajuste limites, prazos e condições conforme o perfil do cliente, o setor de atuação e o momento econômico.

As empresas que atuam com políticas mais rígidas tendem a assumir dois riscos:

  • Conceder crédito em excesso para perfis inadequados;
  • Restringir oportunidades de crescimento para bons pagadores.

Esse “oito ou oitenta” presente em ambos os cenários acaba impactando negativamente a performance da carteira.

Por isso, uma política de crédito dinâmica deve conectar estratégia comercial e sustentabilidade financeira, estabelecendo critérios objetivos de elegibilidade, definindo níveis de aprovação automática e criando mecanismos de revisão periódica.

Tudo isso reduz decisões inconsistentes e melhora a previsibilidade da inadimplência, fortalecendo a recuperação de crédito desde a origem.

Monitoramento contínuo da carteira

Mas, não para por aí, pois a concessão não acaba quando há a aprovação do crédito.

E essa é uma das principais falhas cometidas pelas empresas: acreditar que o risco de crédito vai permanecer estável ao longo do tempo.

Na prática, o perfil do cliente pode se deteriorar por mudanças econômicas, perda de receita ou desequilíbrio financeiro.

Por isso, o monitoramento contínuo da carteira é fundamental, pois permite que o credor identifique sinais precoces de risco, como atrasos recorrentes, aumento no uso do limite ou queda abrupta de faturamento.

Todos esses indicadores funcionam como alertas antecipados e possibilitam a tomada de ações preventivas, como redução de limite, revisão de prazo ou contato proativo.

Quando o acompanhamento é estruturado, a recuperação de crédito deixa de atuar apenas após o vencimento e passa a operar também de forma preventiva. Isso reduz o volume de inadimplência grave e melhora os índices de recuperação.

Integração com ERP e ecossistemas de negócio

Por fim, outro fator decisivo para que uma empresa tenha uma concessão inteligente, diz respeito à integração da operação de crédito com os sistemas centrais da empresa.

A partir do momento em que o crédito está conectado ao ERP e ao ecossistema de negócio, a análise de crédito deixa de depender apenas de informações isoladas e passa a levar em conta os dados operacionais que são gerados em tempo real.

Essa integração permite que a empresa credora cruze informações como:

  • Histórico de compras;
  • Comportamento de pagamento;
  • Giro de estoque;
  • Sazonalidade;
  • Entre outros indicadores relevantes.

Com isso, o crédito passa a refletir a realidade operacional do cliente e do negócio, aumentando a precisão nas tomadas de decisão.

Além do mais, os sistemas integrados também facilitam a consolidação de informações financeiras, melhoram a governança da carteira e criam base sólida para análises mais avançadas, inclusive para estruturações financeiras futuras, como cessão ou securitização de recebíveis.

Quando esses quatro pilares estão integrados, a recuperação de crédito deixa de ser predominantemente reativa e passa a ser consequência de uma estratégia bem desenhada. Em vez de concentrar esforços apenas na cobrança, a empresa constrói uma carteira mais saudável, previsível e financeiramente sustentável.

Gestão ativa da carteira: etapa essencial na recuperação de crédito

Anteriormente, dissemos que não tem como discutir recuperação de crédito sem falar de concessão, pois estaríamos olhando apenas para o “efeito” e ignorando a “causa”.

Pois bem, uma estratégia eficiente de recuperação não depende apenas de uma boa concessão, mas também, de uma gestão ativa e contínua da carteira.

As empresas que acompanham seus indicadores somente quando o atraso já está consolidado acabam atuando de forma reativa, com menos eficiência.

Essa gestão ativa começa na identificação precoce de risco. Neste sentido, pequenos atrasos recorrentes, aumento do uso do limite, redução no volume de compras ou mudanças no padrão de pagamento funcionam como sinais de alerta.

Monitorar esses movimentos permite que os players de crédito consigam agir antes que a inadimplência se torne estrutural, reduzindo perdas e preservando relacionamento.

Outro ponto central é a segmentação dos clientes inadimplentes. Tratar toda a base de forma uniforme compromete a taxa de recuperação e eleva os custos operacionais.

Lembre-se: perfis diferentes exigem abordagens distintas, tanto na comunicação quanto nas propostas de negociação, pois a personalização aumenta a probabilidade de acordo e reduz a reincidência.

Além disso, a régua de cobrança também precisa ser estratégica. Definir o momento ideal de contrato, os canais mais adequados e o tipo de oferta a ser apresentada faz toda a diferença na performance da recuperação de crédito.

Qualquer pressão excessiva pode até gerar um pagamento pontual, porém, pode comprometer o vínculo comercial.

Ademais, indicadores como taxa de recuperação, tempo médio de regularização, índice de reincidência e custo por acordo firmado precisam ser utilizados para orientar decisões.

Ter uma gestão ativa da carteira significa transformar os dados em ação, e ação em resultado financeiro sustentável.

Recuperação de crédito digital: como a negociação online aumenta a conversão?

A digitalização transformou a maneira como as empresas conduzem a recuperação de crédito.

Se historicamente, a imagem que tínhamos era de call centers lotados, com pessoas realizando milhares de abordagens repetitivas todos os dias, isso ficou no passado.

Hoje em dia, a negociação online permite que a empresa escale resultados com menor custo e maior eficiência.

Isso é possível, pois as plataformas digitais mudaram completamente a lógica da cobrança: ao invés de pressionar, passam a oferecer autonomia e conveniência ao devedor, impactando de forma direta na taxa de conversão.

A seguir, trouxemos alguns motivos que vão ajudar a explicar porquê a negociação online oferece esses benefícios. Veja:

Autonomia e experiência do usuário

A negociação online possibilita que o cliente consulte sua dívida, simule propostas e selecione a forma de pagamento que seja mais conveniente ao seu momento financeiro.

Essa autonomia com foco na experiência do usuário reduz barreiras emocionais e aumenta a probabilidade de acordo.

Plataformas como a Acordo Certo desenvolvem modelos que conectam tecnologia, clareza de informação e facilidade de pagamento, tornando o processo mais acessível e menos conflituoso.

Negocie suas dívidas

Consulte a plataforma agora

Ops, CPF inválido.

Escala com redução de custo operacional

A partir do momento em que uma parte relevante da jornada de cobrança passa a ser automatizada, a recuperação de crédito ajuda a reduzir a dependência de estruturas intensivas em pessoas.

Na prática, isso melhora o custo por acordo fechado e aumenta a previsibilidade de resultados.

Além do mais, a comunicação multicanal integrada, via e-mail, SMS/WhatsApp, também amplia o alcance e melhora a eficiência da régua de cobrança.

Recuperação de crédito como estratégia financeira: securitização e eficiência tributária

Quando falamos em recuperação de crédito, ainda é comum algumas empresas concentrarem a atenção exclusivamente na cobrança e na renegociação.

Contudo, as operações mais maduras entendem que a carteira inadimplente (e até mesmo a carteira performada) também é um ativo financeiro que pode ser estruturado de maneira estratégica.

Afinal, recuperar crédito não é apenas trazer o valor de volta ao caixa. É organizar o risco, melhorar os indicadores financeiros e otimizar a estrutura de capital da operação.

A seguir, mostramos como a recuperação de crédito pode ser utilizada como estratégia financeira:

Carteira de crédito como ativo financeiro

Toda operação de crédito gera recebíveis, que por sua vez, representam aquilo que chamamos de direitos creditórios.

Os direitos creditórios são os créditos que uma empresa tem a receber, originários das vendas a prazo de produtos ou serviços.

Eles podem ter origem de diferentes formas, por meio de duplicatas, boletos, cheques, parcelas de cartão de crédito, prestações, aluguéis, entre outros ativos financeiros, como a Cédula de Crédito Bancário (CCB).

A CCB é um título de crédito emitido por uma instituição financeira contra um pessoa física ou jurídica, sendo uma espécie de “confissão de dívida”. Na prática, ela representa a promessa de pagamento resultante de uma operação de crédito, formalizando a transação.

Esse título de crédito também garante ao credor, o direito de cobrar o pagamento do tomador sem ter que passar por um processo para reconhecimento da dívida.

Isso é possível, pois a CCB é um título extrajudicial. Ou seja, caso o tomador se torne inadimplente, o credor poderá partir de forma direta a um processo de execução (extrajudicial ou judicial), recuperando o crédito que foi concedido. Isso traz muito mais transparência e segurança jurídica à operação.

Basicamente, todos esses direitos creditórios correspondem a valores que ainda não foram pagos por terceiros, mas que têm previsão de recebimento futuro.

Até por conta disso, esses ativos impactam diretamente o balanço financeiro, provisões, capital de giro e capacidade de crescimento da empresa.

Quando a empresa passa a olhar para sua carteira somente como “contas a receber”, ela acaba perdendo uma ótima oportunidade de gerenciar esse ativo de forma estruturada.

A recuperação de crédito passa a ser parte de uma estratégia maior de gestão de risco e rentabilidade da carteira.

Securitização

A securitização é o processo que transforma os direitos creditórios de uma empresa, em títulos que podem ser negociados no mercado de capitais.

Por meio dessa operação, a empresa “antecipa” os valores que teria direito a receber futuramente e converte esses créditos em recursos imediatos.

Na prática, qualquer empresa pode “transferir” seus direitos creditórios (performados ou inadimplentes) para um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) ou Securitizadora.

Essas duas estruturas emitem títulos lastreados nesses ativos, como Certificado de Recebíveis (CR) e debêntures. Ambos os instrumentos podem ser negociados no mercado de capitais, permitindo que investidores aportem capital e comprem essas dívidas.

Essa operação também pode ser feita usando os ativos que a empresa já possui, pois a securitização permite que o dono da operação de crédito seja um investidor.

Isso significa que ele não precisa captar recursos no mercado de capitais. Ele pode usar seu capital próprio e capturar o lucro da operação de securitizar os recebíveis do seu negócio.

A securitização oferece vários benefícios estratégicos, como a possibilidade da empresa obter liquidez imediata sem precisar buscar empréstimos tradicionais.

Essa operação também traz previsibilidade de fluxo, melhora indicadores financeiros e reduz a concentração de risco no balanço.

Além disso, a estruturação adequada da carteira fortalece a governança e cria a base sólida para expansão da operação de crédito.

Otimização tributária

Além de ajudar na recuperação de crédito, a securitização também proporciona uma otimização tributária à empresa que concede crédito.

Ao estruturar a carteira por meio de um FIDC/Securitizadora, é possível melhorar a incidência de tributos sobre receitas financeiras e otimizar a carga fiscal da operação de crédito.

Isso passou a ser possível, após a entrada da Lei nº 14.430/2022, conhecida como a “Lei da Securitização”.

Por meio dela, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) passou a propor um modelo interessante às empresas do lucro real, que devem utilizar um FIDC/Securitizadora para captar recursos e financiar a operação de crédito.

Assim, a securitização gera esses ganhos de eficiência tributária, sobretudo, no que diz respeito à redução da base de cálculo dos tributos que incidem nas receitas financeiras.

A razão é muito simples: sempre que uma empresa transfere seus direitos creditórios a um FIDC ou Securitizadora, ela deixa de reconhecer essas receitas financeiras no seu próprio balanço.

Todas as vezes que uma operação de crédito acontece dentro do CNPJ da empresa, a soma dos juros e encargos financeiros gerados acabam sendo contabilizados como receita financeira direta.

Essa prática é muito comum em alguns setores, como o varejo. Mas, quando ela ocorre, os valores passam a compor a base de cálculo desses tributos:

  • IRPJ e CSLL: calculados sobre o lucro líquido;
  • PIS e COFINS: praticados em cima da receita financeira bruta da empresa.

Exemplo prático

Quer um exemplo? Um varejista que não usa securitização reconhece R$ 3.000.000,00 em juros no período de 12 meses, tendo que pagar tributos sobre este valor.

Contudo, se ela utiliza a securitização, é possível ceder esses créditos com deságio, como por exemplo, R$ 2.900.000,00 à vista.

Esse valor será creditado como receita operacional, pois a carga tributária vai incidir sobre os R$ 2.900.000,00, e não sobre o total de juros.

Além do mais, neste exemplo, os R$ 100.000,00 da receita de juros vai tributar 15% de imposto apenas no resgate no FIDC/Securitizadora.

Essa organização não elimina o risco de crédito, mas torna sua gestão mais eficiente e alinhada à estratégia financeira do negócio.

Melhoria do fluxo de caixa

Por fim, a antecipação de recebíveis por meio de estruturas como FIDC ou Securitizadora contribui diretamente para a melhoria do fluxo de caixa.

Com isso, a empresa consegue reduzir descasamentos financeiros, aumentar a previsibilidade e fortalecer sua capacidade de reinvestimento.

Nesse contexto, a recuperação de crédito deixa de ser somente uma resposta à inadimplência e passa a integrar uma estratégia financeira mais ampla, conectando concessão, negociação e funding dentro do mesmo modelo sustentável de crescimento.

Como estruturar uma estratégia eficiente de recuperação de crédito?

Para que uma estratégia de recuperação de crédito seja bem-sucedida, é necessário, em primeiro lugar, que haja uma “mudança de mentalidade”.

Afinal, essa estratégia não nasce na cobrança, mas sim, na arquitetura completa da operação. Empresas que reduzem a inadimplência de maneira consistente combinam governança, dados, tecnologia e estrutura financeira em um mesmo modelo integrado.

É justamente essa a “mudança de mentalidade”, pois não se trata de agir somente quando o atraso acontece, mas sim, de organizar todo o ciclo do crédito para que o risco seja previsível, mensurável e administrável.

A seguir, listamos 5 boas práticas que vão te ajudar a estruturar uma recuperação de crédito moderna e sustentável. Confira:

Política clara de crédito

Toda estratégia financeira tem início a partir de critérios bem definidos. Por isso, a já citada política de crédito é algo que você jamais pode ignorar.

Uma política clara e transparente de crédito consegue determinar que pode receber limite, quais parâmetros são utilizados na análise, quais níveis de alçada existem e quais regras orientam exceções.

Sem que haja essa base, a carteira tende a crescer de maneira desorganizada, prejudicando diretamente qualquer estratégia de bancarização.

Além disso, a formalização dessas diretrizes também ajuda a reduzir decisões tomadas através de achismos, alinha as áreas comercial e financeira e cria previsibilidade sobre o perfil da carteira. Isso impacta de forma direta os indicadores de inadimplência e, consequentemente, a performance da recuperação de crédito.

Ademais, quando as políticas de crédito são bem estruturadas, elas facilitam auditoria, governança e eventual estruturação financeira da carteira, fortalecendo a operação como um todo.

Monitoramento contínuo

A concessão de crédito é apenas o início do processo de bancarização empresarial. Afinal, o risco muda ao longo do tempo, e a ausência de acompanhamento transforma pequenos atrasos em inadimplência relevante.

Por isso, monitorar indicadores como taxa de atraso por faixa de cliente e comportamento de pagamento é essencial.

A análise recorrente também permite ajustes rápidos na política de crédito e na régua de cobrança, pois as empresas que monitoram sua carteira de maneira ativa têm melhores condições de agir de forma preventiva, mitigando perdas e melhorando a eficácia da recuperação de crédito.

Esse monitoramento contínuo também gera inteligência para tomadas de decisões mais estratégicas, tornando a operação mais resiliente a longo prazo.

Cobrança digital estruturada

Além da política de crédito e do monitoramento contínuo, a cobrança digital também deve ser estruturada, planejada, segmentada e orientada por dados.

Uma régua de cobrança estruturada consegue definir o momento ideal de contato, os canais utilizados e o tipo de oferta apresentada a cada perfil de cliente.

A digitalização desse processo, por meio de uma central de negociação de dívidas online, ajuda a ampliar a escala, reduzir custo por recuperação e melhorar a experiência do devedor.

Lembre-se: essas boas práticas são necessárias para reduzir os atritos, não prejudicar o relacionamento com o cliente e, consequentemente, aumentar a taxa de conversão.

Afinal, quando a cobrança é estruturada e integrada a dados da carteira, a recuperação de crédito se torna mais eficiente e menos dependente de abordagens improvisadas.

Estrutura financeira adequada

Naturalmente, recuperar crédito também é uma decisão financeira. Portanto, a empresa credora precisa estabelecer como a carteira impacta seu fluxo de caixa, provisões e custo de capital. Sem essa análise, a inadimplência compromete a margem financeira e limita a capacidade de expansão.

Estruturas como cessão de recebíveis ou securitização permitem reorganizar risco e melhorar a previsibilidade financeira. Isso reduz a pressão sobre o balanço financeiro e fortalece a sustentabilidade da operação a longo prazo.

Afinal, uma estratégia eficiente de recuperação de crédito leva em conta não apenas o valor recuperado, mas sim, o efeito sobre capital e rentabilidade.

Uso de tecnologia integrada

Entretanto, nenhuma dessas boas práticas anteriores funciona de maneira isolada. A tecnologia é o elemento responsável por conectar concessão, monitoramento, cobrança e estrutura financeira em um fluxo contínuo de dados.

Sistemas integrados permitem a tomada de decisões mais rápidas, análises mais precisas e melhor governança sobre a carteira.

Além disso, as informações geradas na recuperação podem ser usadas em conjunto com o score de crédito, a fim de calibrar os motores de risco e decisão e fortalecer as concessões futuras.

Quando a tecnologia atua como infraestrutura de crédito, a recuperação deixa de ser algo fragmentado e passa a operar como parte estratégica para o crescimento sustentável da empresa.

Tecnologia integrada: o elo entre concessão, cobrança e funding na recuperação de crédito

Nós falamos no item acima sobre a tecnologia integrada na recuperação de crédito. Porém, é importante darmos uma melhor contextualizada, pois a recuperação atinge seu maior nível de eficiência quando concessão, cobrança e estrutura financeira operam em conjunto.

E o elo que integra essas camadas é a tecnologia. Sem integração de dados e sistemas, cada etapa funciona de forma isolada, reduzindo previsibilidade e aumentando custo.

A utilização de dados e inteligência preditiva permite que a empresa antecipe comportamentos de risco, ajuste políticas de crédito em tempo real e personalize estratégias de cobrança.

Além disso, as informações geradas na negociação ajudam a retroalimentar os modelos de concessão, tornando o ciclo mais preciso e reduzindo a entrada de novos inadimplentes estruturais.

Ao mesmo tempo, a automação da régua de cobrança também garante escala e consistência. Fluxos automatizados, comunicação multicanal e ofertas parametrizadas reduzem o custo por recuperação e aumentam a taxa de conversão. Mais do que eficiência operacional, isso gera padronização e governança sobre a carteira.

Essa integração também traz impactos diretos no funding da operação, pois quanto maior for a previsibilidade da carteira (em termos de inadimplência, recuperação e fluxo de recebíveis), mais estruturada se torna a capacidade de acessar capital, seja por meio de antecipação, securitização ou fundos dedicados.

Portanto, a tecnologia não serve apenas para melhorar a recuperação de crédito no curto prazo. Ela também fortalece a base financeira que sustenta a expansão da operação.

Quando concessão, cobrança e funding conversam entre si, o crédito deixa de ser um risco desorganizado, e passa a ser uma estratégia estruturada de crescimento.

Infraestrutura financeira como base da recuperação de crédito

É justamente nesse ponto que a infraestrutura financeira faz a diferença. Afinal, não basta apenas ter uma boa régua de cobrança ou plataforma digital eficiente se a carteira não estiver organizada financeiramente para sustentar o crescimento.

As empresas que oferecem crédito com capital próprio devem ser capaz de equilibrar três variáveis: risco, fluxo de caixa e eficiência tributária.

Neste sentido, a securitização passa a ser uma ferramenta extremamente estratégica dentro da recuperação de crédito.

Ao estruturar recebíveis, sejam ele performados ou em fase de recuperação, por meio de um FIDC ou Securitizadora, a empresa não apenas melhora a previsibilidade de caixa.

Ela também reorganiza a incidência tributária sobre receitas financeiras e amplia sua capacidade de reinvestimento. Isso significa transformar a carteira em ativo estruturado, com governança e eficiência.

Além disso, empresas que operam dentro de ecossistemas, como varejistas com recebíveis de cartão próprios, podem utilizar esses fluxos como base para antecipações e geração de receita financeira adicional, fortalecendo o funding da operação de crédito sem depender exclusivamente de capital externo.

Ou seja, mais do que nunca, a infraestrutura tecnológica é o alicerce que conecta concessão, gestão da carteira e estruturação financeira em um único modelo integrado. É essa visão que permite que a recuperação de crédito seja uma verdadeira estratégia de crescimento sustentável.

A GIRO.TECH é uma plataforma de Credit as a Service (CaaS) que se destaca neste processo, ao oferecer a tecnologia para crédito que simplesmente funciona, e que foi desenvolvida para conectar via API com o ecossistema do parceiro.

Com isso, qualquer empresa pode ter sua própria estrutura de bancarização e securitização, podendo financiar suas operações de crédito com o melhor enquadramento tributário possível.

Conclusão

Por fim, ao concluir a leitura deste artigo, você entendeu que a recuperação de crédito deixou de ser uma etapa operacional e passou a ser um elemento central da estratégia financeira das empresas.

Organizações que enxergam o crédito como produto estruturado, e não apenas como ferramenta comercial, conseguem reduzir a inadimplência, preservar margem financeira e fortalecer o relacionamento com seus clientes.

Ao longo do ciclo do crédito, itens como concessão inteligente, gestão ativa da carteira, negociação digital eficiente e estruturação financeira caminham juntas.

Quando todas essas camadas operam de maneira integrada, a inadimplência deixa de ser um risco desorganizado e passa a ser uma variável administrável dentro do ecossistema de negócios.

Nesse cenário, a securitização e a organização da carteira em estruturas como Securitizadora ou FIDC não representam apenas alternativas de funding, mas sim, instrumentos de eficiência tributária, previsibilidade de fluxo de caixa e otimização de capital.

É justamente nessa integração entre tecnologia, estrutura financeira e governança que a infraestrutura especializada faz diferença.

Ao permitir que empresas operem crédito com capital próprio de forma estruturada, organizada e eficiente do ponto de vista tributário, a GIRO.TECH contribui para transformar o crédito em alavanca de crescimento sustentável.

Nós oferecemos a infraestrutura completa para todas as empresas que buscam converter seus direitos creditórios em operações mais inteligentes e escaláveis.

A nossa plataforma de crédito conecta os originadores aos investidores do mercado de capitais, para que as empresas sejam o banco que financia seus próprios ecossistemas.

Entre em contato, converse com nossos especialistas e descubra como podemos estruturar uma operação de securitização com eficiência tributária ao seu negócio!

Nota: Este artigo foi produzido pela GIRO.TECH, infraestrutura de Credit as a Service (CaaS) que permite a empresas financiar suas próprias operações e monetizar seus ecossistemas por meio da oferta de crédito estruturado, com tecnologia, funding e compliance integrados.

Esse conteúdo foi útil?

GiroTech

1 ARTIGOS ESCRITOS

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.
*Campos obrigatórios.

A Acordo Certo é uma empresa que possibilita a renegociação de dívidas 100% online, de forma fácil e com descontos exclusivos. Além disso, disponibilizamos gratuitamente o Blog Acordo Certo, que tem como objetivo orientar, informar, educar e incentivar os consumidores a melhorarem sua saúde financeira.

A Acordo Certo é uma empresa que possibilita a renegociação de dívidas 100% online, de forma fácil e com descontos exclusivos. Além disso, disponibilizamos gratuitamente o Blog Acordo Certo, que tem como objetivo orientar, informar, educar e incentivar os consumidores a melhorarem sua saúde financeira.