Afinal, esse é o juro que incide entre a diferença do valor total da fatura do seu cartão de crédito, e o pagamento mínimo que você realizou, e é considerado um dos mais altos não só do Brasil, como do mundo.
Por isso, se não tiver cuidado, a sua dívida pode virar uma tremenda bola de neve. E para que isso não aconteça com você, fizemos esse artigo para você entender como funciona esse tipo de juros e como não cair nessa armadilha.
Juros rotativo, também conhecido como rotativo do cartão de crédito, é uma taxa que incide sobre um tipo de empréstimo que o banco oferece para quem não consegue pagar a fatura exatamente no dia em que ela vence. Esse empréstimo é conhecido como crédito rotativo.
Você já deve ter notado que quando vai pagar o seu cartão, há uma opção de pagamento mínimo. Pois bem, quando você decide pagar o valor mínimo, a diferença entre a fatura total e o valor que você pagou é uma espécie de empréstimo bancário.
Sobre esse valor incide uma taxa de juros que é conhecida como juros rotativos. Nesse sentido, quando você deixa de pagar o valor integral da fatura, certamente pagará uma taxa de juros para o banco. E ela não é pequena, viu?
Por isso, o planejamento financeiro, ou outras alternativas de empréstimo bancário são mais indicadas do que você pagar o mínimo da fatura do cartão.
Como funcionam os juros rotativos?
Os juros rotativos são determinados pela empresa que emite o cartão de crédito. Portanto, é essa companhia que vai avaliar quanto deve ser o pagamento mínimo, e qual será a taxa cobrada pela diferença em aberto do cartão.
Mas é importante se atentar a um detalhe: antes essa taxa de juros ficava a critério somente da instituição financeira determinar, mas agora ela mudou.
A partir do dia 03 de janeiro de 2024, o Conselho Monetário Nacional (CMN) determinou um teto para os juros rotativo que passaram a ser limitados a 100% da dívida. Isso quer dizer que o valor da dívida com o cartão não pode ser maior que o dobro.
Como é calculado os juros rotativo?
Vamos usar um exemplo para você entender como é calculado o crédito Rotativo. Imagine que o João gastou R$ 1 mil na fatura do cartão de crédito, e conseguiu pagar só o valor mínimo de R$ 100. Logo, ele tomou um empréstimo de R$ 900 do banco:
Crédito rotativo = R$ 1.000 – R$ 100 = R$ 900
Portanto, em cima desse crédito rotativo o banco vai aplicar uma taxa de juros. Vamos considerar que ela seja de 10% ao mês, logo os juros serão de:
Juro do rotativo = R$ 900 x 10% = R$ 90
Portanto, na fatura do mês seguinte, o João terá que pagar R$ 90 de juros. Fora isso, também incide o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) que nesse caso não faz parte da taxa de juros e é cobrado pelo governo. O valor é de 0,38% ao mês.
Como você pode ver, o cálculo é bem simples, e antes quando o valor não era pago por um tempo virava uma verdadeira bola de neve, mas isso começou a mudar de algum tempo para cá.
Em 2017 o Banco Central alterou o limite de prazo para o uso do rotativo por meio da Resolução 4.549/17 para 30 dias. Antes desse prazo, o uso era ilimitado.
Isso quer dizer que o rotativo só pode ser cobrado uma vez, e se o João não pagar no próximo mês os R$ 990, a instituição bancária tem que dividir o valor para ele, a uma taxa de juros que antes não era limitada, mas que agora não pode exceder 100% da dívida.
Exemplo de juros rotativo
Vamos considerar o mesmo exemplo. Imagine que o João não pagou a fatura, ficou com R$ 900 em descoberto e no mês seguinte estava devendo R$ 990 para o banco.
Agora considere que no segundo mês ele não conseguiu pagar esse valor, então o banco é obrigado a propor um parcelamento dessa dívida. Porém, ela não pode exceder o dobro do valor contratado, que no caso é R$ 990.
Logo, considerando a soma de todas as parcelas, o valor devido não pode exceder R$ 1.880, sendo esse o teto estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional. Antes dessa resolução, as taxas ultrapassavam 400% ao ano.
Conforme falamos ao longo deste artigo, os juros do rotativo são cobrados quando uma pessoa não consegue pagar o valor integral da fatura do cartão, e ele não pode ser cobrado por mais de 1 mês consecutivo.
Dessa forma, se alguém teve que usar o rotativo do cartão em um mês, no mês seguinte terá que pagar a fatura do cartão, ou então o banco precisa propor um parcelamento do cartão de crédito seguindo as novas regras do CMN.
Por que os juros rotativos são tão ruins?
Geralmente o pagamento de juros é ruim porque ele consome uma parte da renda da pessoa, e quando é alto se torna ainda pior, podendo levar a uma situação onde a dívida com o banco cresce igual uma bola de neve.
E como os juros do rotativo são considerados um dos mais altos do mundo, eles se tornam totalmente prejudiciais e já levaram muita gente a dever até 10 vezes mais do que o valor que foi emprestado do banco.
Por isso, o Conselho Monetário Nacional vem limitando a cobrança do rotativo, a fim de evitar que o endividamento acabe com a renda das pessoas.
Dicas para não cair nos juros rotativos
Agora que você já sabe o que são os juros rotativo e como ele pode prejudicar o seu orçamento, chegou o momento de entender como não cair nessa armadilha. Então vem com a gente!
Atenção às taxas de juros cobradas pelo cartão de crédito
A primeira dica que você precisa se atentar é avaliar quais são as taxas de juros cobradas pela sua operadora de crédito. Isso evita que você pague um valor alto caso não consiga pagar o valor total da fatura.
Ainda que não exista tanta diferença entre uma instituição financeira e outra, é vital fazer a comparação para caso aconteça um imprevisto, você pagar taxas menores.
Fique de olho na fatura do seu cartão de crédito
A melhor maneira de você não cair nessa armadilha é ficar de olho na fatura do seu cartão de crédito. Portanto, vá acompanhando-a todos os dias, e controle para que o valor fique sempre dentro do seu orçamento.
É importante lembrar, que esse valor tem que ser líquido, ou seja, primeiro você deve considerar o pagamento de todas as suas contas fixas no mês como aluguel ou prestação da casa, conta de energia, água, telefone e o que sobrar é o que você pode gastar.
Se possível, tenha sempre o valor da sua fatura aplicado antecipadamente, pois em caso de demissão ou de imprevistos, você não ficará com a fatura descoberta.
A bola de neve das compras parceladas no cartão de crédito
Uma das coisas mais difíceis de controlar no orçamento são as compras a prazo, por isso, você precisa ter uma atenção especial a elas.
Por exemplo, se você parcela um produto de R$ 1 mil em 10 vezes de R$ 100 parece inofensivo, não? Mas e se você faz isso com 8 produtos? Aí o valor das parcelas acaba saltando para R$ 800.
E o problema é que se você se atrapalhar com o pagamento de uma fatura, ela vai encavalar em outra fatura e aí a situação pode realmente ficar preocupante.
Pague o valor total da sua fatura sempre que puder
Por fim, e não menos importante, é crucial pagar o valor integral da fatura. E como dissemos, a melhor maneira de conseguir isso é tendo esse valor na sua conta antes mesmo da fatura vencer.
Juros rotativo e crédito rotativo são a mesma coisa?
Ainda que pareçam a mesma coisa, os conceitos são diferentes. O crédito rotativo é o valor da diferença entre o pagamento que você fez e o total da fatura. Em outras palavras, é a quantia que o banco está te emprestando.
Já o juro do rotativo é o percentual que o banco cobra por emprestar esse valor. Portanto, o juro rotativo incide sobre o crédito rotativo do cartão. Então, os conceitos não são iguais, mas estão relacionados um com o outro.
Principais dúvidas sobre o juros rotativo
Agora que já demos algumas dicas e esclarecemos como o rotativo pode ser perigoso, vamos tirar algumas dúvidas que são muito comuns.
O que acontece se eu não pagar os juros do rotativo?
Essa é a principal dúvida que muita gente tem, e se você não pagar o juros do rotativo, o banco tem que oferecer um parcelamento para facilitar o pagamento. Se ainda assim você não realizar esse pagamento, então você fica inadimplente.
Nesse caso, o seu nome passa a constar nos principais birôs de crédito do país, e você perde o acesso ao crédito no mercado.
Não tenho dinheiro para pagar o valor total da fatura do cartão, e agora?
Se isso acontecer, pare, pense e respire. A decisão mais acertada é vender alguma coisa que você não usa imediatamente para quitar a fatura. Caso não tenha o que vender, você pode tentar um empréstimo para pagar a dívida.
Essa segunda opção tem juros mais atraentes que o rotativo, e também vai ajudar o seu score caso você pague as parcelas em dia, ao invés de prejudicar não pagando a fatura do cartão de crédito.
Se nenhuma das opções citadas forem possíveis, então o melhor caminho é parcelar a fatura do cartão no maior número de meses para que o valor da parcela caiba no seu bolso, e permita a você começar a se organizar.
É melhor pagar o mínimo ou parcelar a fatura do cartão de crédito?
Conforme antecipamos, o parcelamento da fatura é mais viável do que pagar o mínimo, uma vez que se você fizer isso, vai ter que pagar um juro mais elevado, e no mês seguinte terá que parcelar esse valor acrescido de juros inevitavelmente.
Qual a diferença entre rotativo e parcelado no cartão de crédito?
O rotativo é o juro cobrado pela diferença entre o valor total da fatura e o valor mínimo, ao passo que o parcelado tem taxas de juros pré-fixadas, e portanto, não há a incidência de juros sob juros, como no caso do rotativo.
Como pudemos ver ao longo deste artigo, os juros rotativo são bastante prejudiciais para o orçamento dos brasileiros, ainda que avanços na legislação estejam garantindo que a dívida não se torne uma bola de neve como antes.
Todavia, todo e qualquer tipo de juro pode prejudicar o orçamento de uma pessoa, e por isso, o ideal é que o pagamento das contas, principalmente a fatura do cartão de crédito seja feita em dia.
Então, a melhor maneira é ter um bom controle do seu orçamento, acompanhando as entradas e saídas financeiras, e evitando um alto nível de endividamento.
Agora que você já sabe o que são os juros rotativo e como não cair nessa armadilha, é só organizar o seu orçamento. E se gostou deste artigo, visite o blog do Acordo Certo para ler outras matérias como essa!
E se precisar fazer a renegociação de alguma dívida do cartão de crédito, visite o site da Acordo Certo. Nós temos inúmeros parceiros com condições bastante especiais para você!
Sim. O cliente é obrigado a pagar a taxa de juros caso não consiga pagar o valor total da fatura. Todavia, no segundo mês, o banco tem que oferecer uma condição de parcelamento, e se ainda assim ela não for aceita pelo cliente, então você entra para a lista de inadimplentes.
Como funciona limite rotativo e parcelado?
O limite rotativo é a diferença entre o valor da fatura e o valor mínimo pago, e há a incidência da taxa de juros nele. Já o parcelamento da fatura é um valor que será pago em vários meses sendo a taxa de juros prefixadas para que o cliente saiba exatamente o valor da parcela.
Como funciona o parcelamento com juros?
Nesse caso existe uma taxa de juros que é determinada pela instituição financeira e que é cobrada sobre o valor de cada parcela. Assim, ao final, o valor pago é superior àquele que estava em aberto, caracterizando a cobrança de juros em cada uma das parcelas.
Como sair do rotativo do cartão de crédito?
A melhor maneira é ajustar o seu orçamento, deixando um valor para o pagamento da dívida em aberto. Então, deve-se fazer um parcelamento da dívida em uma quantidade de meses que o valor da parcela caiba dentro do orçamento que você possui.
Quanto é o juro do cartão de crédito por dia de atraso?
O juro por dia de atraso deve seguir a legislação que é de 12% ao ano. Isso quer dizer que os juros mensais são de 1% ao mês e mais 2% de multa por atraso no pagamento da conta. Por isso, em caso de atraso o ideal é realizar o parcelamento da fatura.
Como funciona o parcelamento rotativo?
Quando você paga só o valor mínimo de uma fatura em um mês, no mês seguinte a instituição bancária é obrigada a ter uma proposta de parcelamento daquele saldo devedor, e você terá duas opções: ou pagar o valor total, ou aceitar o parcelamento, não podendo pagar novamente os juros do rotativo por 2 meses consecutivos.
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